Olá pessoal! Hoje, fomos visitar o sitio no Perixil. Chegando lá, nos deparamos com a lagoa avançando mais ainda para a encosta. Aproveitamos para tirar umas fotos, e analisar as mudanças fisicas no local em relação a última visita e os desastres que atingiram a região no inicio de maio. Percebemos que muitas das pedras que fazem parte da oficina monolitica, estão "soterradas" pela areia trazida pela lagoa. Mais uma vez, nos indignamos com o lixo depositado no local, jogado pelos moradores e também trazidos pela água.
Haviam também muitos ossos e conchas na superficie, alguns boiando na agua da lagoa.
Haviam também muitos ossos e conchas na superficie, alguns boiando na agua da lagoa.
Aproveitamos para conversar com os moradores da comunidade e saber um pouco mais sobre o local e sobretudo sobre o sitio. Conseguimos conversar com moradores antigos, que habitam a região há mais de vinte anos. Eles nos contaram que desde criança, sempre encontravam ossos e artefatos naquela região, mais não tinham conhecimento da importância destes. Um morador, nos contou, que há mais de doze anos atraz, o seu pai encontrou um esqueleto quase intacto que foi encaminhado para os órgãos responsaveis naquela época ainda. O que mostra, que a população já tem um certo conhecimento sobre a importância do local.
A comunidade, formada basicamente por pescadores, manifestou ainda sua inconformação em relação á construção da balsa que ligará Imaruí ao Perixil, pois está obra prejudicou muito a pesca no local, contribuindo para a decadência do meio ambiente marinho e vegetal.
Alguns moradores contaram que para a construção da balsa, a lagoa sofreu escavação e aterro, sendo que muitos artefatos arqueológicos foram encontrados porém, não foram tomadas providências para a recuperação e cuidados com estes artefatos.
Alguns moradores contaram que para a construção da balsa, a lagoa sofreu escavação e aterro, sendo que muitos artefatos arqueológicos foram encontrados porém, não foram tomadas providências para a recuperação e cuidados com estes artefatos.
Ficamos satisfeitos em saber, que as pessoas que moram próximas ou em "cima" do sambaqui, mostram-se preocupadas com a preservação deste, reconhecem a importância histórica e cultural do local, e mostram-se interessados em ajudar na preservação e conscientização do restante daquela comunidade.
Agora, iremos analisar os dados recolhidos nas entrevistas, para poder publicá-las
Até a próxima.

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